Após meses de flagras e especulações, eis o fim do mistério. A Porsche finalmente revelou as linhas da nova geração do utilitário Cayenne. O SUV, destaque da empresa alemã para o Salão de Genebra, ganhou contornos mais dinâmicos e esportivos. A inspiração foi o sedã Panamera. Suas vendas começam em maio nos principais mercados europeus. Ele também não deve tardar a chegar aos Estados Unidos.
O estilo do Cayenne II é um tanto previsível, ainda que com soluções surpreendentes. O sucesso da primeira geração impediu uma grande revolução em termos de motorização e design. Por isso, foi mantido o apelo visual do utilitário. Ainda assim, os faróis ficaram mais agressivos e o capô está mais baixo e vincado. A nova dianteira o deixou mais próximo dos cupês da marca.
Nas laterais, o formato de vidros e portas remete ao Touareg II, ainda que com personalidade. Atrás, as lanternas agora invadem a tampa do porta-malas, algo inédito na empresa nestes últimos tempos. O estilo na parte posterior está limpo e elegante, mas sem contrastar com a esportividade da dianteira.
Na parte interna também há novidades. O console central está mais elevado, como no Panamera, e engloba vários comandos. Tudo para a melhor ergonomia. Os assentos traseiros agora têm ajuste longitudinal, podendo ser deslizados em até 18 centímetros. Como no VW Fox e no Nissan Tiida, a medida favorece ao transporte de cargas ou passageiros a depender da necessidade.
MECÂNICA
Em nova geração, o Cayenne terá nada menos que cinco opções de motorização, sob as versões “Cayenne”, “Cayenne Diesel”, “Cayenne S”, “Cayenne S Hybrid” e “Cayenne Turbo”. Sua opção híbrida é a primeira da história da marca, chegando antes da já anunciada versão do Panamera. Aliás, só ela e a Turbo foram fotografadas para o primeiro material publicitário do SUV.
A opção mais simples da linha é a “Cayenne”. Nela, o utilitário conta com um motor de seis cilindros em V e 3,6 litros capaz de gerar 300 cv. Já a diesel é menos potente, também com um V6, mas com 240 cv. No entanto, oferece consumo menor (médias de 10,8 contra 10,1 km/l). Mais acima aparece o Cayenne S, que traz uma evolução do V8 atual, entregand0 400 cv com médias de consumo de 9,5 km/l. Segundo a marca, o oito-cilindros está 23% mais econômico. O propulsor “topo-de-linha” para quem quer desempenho é o da versão Turbo. Seu V8 tem dois turbocompressores e injeção direta de gasolina. Ele gera 500 cv e consome, em média, 8,7 km/l.
Aos fãs de carros ecologicamente corretos, uma boa novidade: o Cayenne agora oferece a opção S Hybrid. Ela tem um motor V6 a gasolina com compressor acoplado a um propulsor elétrico. O conjunto pesa apenas 180 kg a mais que a versão S “comum” e entrega 375 cv. De acordo com a Porsche, o modelo usa somente eletricidade para rodar a até cerca de 60 km/h e pode desativar o propulsor a combustão em velocidades constantes, por exemplo, até 156 km/h.
Os dois motores se unem por um sistema de embreagem controlado eletronicamente. Assim, transfere-se a responsabilidade de rodagem para cada um a depender da necessidade. Segundo dados oficiais, o consumo médio fica em 12,2 km/l, com emissões chegando a 193 gramas de CO2 por km.
Todas as opções de motorização contam com o sistema Start&Stop, que desliga o motor em paradas como semáforo e engarrafamento, para reduzir o consumo. A transmissão é manual de seis marchas para as versões mais simples (V6 a gasolina e a diesel), embora haja opção de câmbio automático Tiptronic com oito velocidades e modo sequencial. Esta caixa é de série nas opções mais completas (S, S Hybrid e Turbo).
PREÇOS
Para a Europa, sem impostos ou tarifas adicionais, os valores em termos gerais partem de 46,4 mil euros (Cayenne). O Diesel é adquirido por 49,9€ mil, enquanto o S está tabelado em 60,9€ mil. Para a versão híbrida (branco nas fotos), são cobrados 65,9 mil euros. Já a topo-de-linha Turbo sai por 96,9€ mil.
Texto: Matheus Q. Pera


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