A investida da General Motors na Isuzu não foi mera tentativa de conquistar um pequeno pedaço da marca japonesa. De olho no know-how da parceira nos segmentos de comerciais e caminhões leves, a gigante de Detroit buscava abocanhar 33,4% da nipônica. No entanto, a direção da marca rejeitou a oferta.
A intenção da GM era assumir o comando da Isuzu. Pelas leis japonesas, o acionista que controla mais de 33,3% de uma empresa ganha o direito de vetar decisões e tomar outras, ganhando autonomia para guiar seu futuro – era como a Ford, aliás, controlava a Mazda. Nem mesmo os US$ 3 bilhões (quase R$ 6 bilhões) oferecidos pelos americanos convenceram a diretoria a negociar os papeis.
Após a negativa, surgiu a ideia, dentro da GM, de tentar abocanhar aos poucos os ativos da japonesa. Por isso foi feita a oferta de compra, recentemente, de 10% da Isuzu.
Texto: Matheus Q. Pera


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