A falência da MG Rover deixou muitos desempregados em 2005, quando foi decretada oficialmente. Por isso, os colaboradores deveriam receber uma indenização da empresa, como ordenou a Justiça do Reino Unido. No entanto, cada ex-funcionário ganhará apenas 3 libras, equivalente a menos de R$ 10.
Quando a fabricante britânica faliu, os quatro comandantes John Edwards, John Towers, Nick Stephenson e Peter Bale anunciaram a criação de um fundo de compensação social para demissões. Na época, a intenção era “acumular milhões de libras” para dividir entre os funcionários após a falência. Nos últimos sete anos, o fundo recebeu apenas 22 mil libras, o que resulta em três libras para cada colaborador.
Na época da quebra, os ativos da MG Rover valiam pelo menos 50 milhões de libras, mas foram insuficientes para pagar todas as dívidas da empresa. Hoje, há 23 milhões congelados pelo governo britânico, que devem ser liberados para divisão entre os acionistas, especialmente a Phoenix Venture Capital, dos quatro diretores, e o HBOS, do Banco Lloyds, um dos principais credores da fabricante britânica por conta dos empréstimos que concedia. Aos ex-funcionários restão, a cada um, três libras.
Aos quatro executivos, restou a pena de 19 anos sem o exercício da profissão de administrador pela má gestão. Eles foram considerados culpados pela quebra da marca.
Texto: Matheus Q. Pera


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