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quarta-feira, 20 junho, 2012 - 12:16

Citroën apresentou o C-Elysée, sedã compacto para paises emergentes

Modelo tem porte semalhante ao do Chevrolet Cobalt e Nissan Versa; modelo deve ser produzido no Brasil 

A Citroën oficializou, na Ásia, o C-Elysée, seu mais novo representante no segmento de sedãs compactos, fruto do projeto ID. Sucessor natural do modelo homônimo na China, um veículo baseado no antigo ZX, ele adota linhas atuais, de acordo com a linguagem visual recente da marca dos chevrons. Segundo a própria, o três-volumes será destinado a “mercados internacionais”, o que indica uma venda global. É provável que ele seja comercializado no Brasil, com produção local, a partir de 2013.

Construído sobre a plataforma do Peugeot 301, sedã derivado do 208, o C-Elysée mantém as proporções do “irmão”. No entanto, adota linhas próprias. Na dianteira, os farois de corte horizontal têm um quê do C4 II, vendido na Europa, e a grade acompanhando os chevrons segue os preceitos das recentes criações da empresa francesa.

Laterais e traseira também contam com contornos semelhantes aos do 301, seja no corte das portas e dos vidros ou na limpeza da parte posterior. O terceiro volume é alto, o que garante grande área para carga. As lanternas invadindos as laterais – e sem influenciar na abertura da tampa do porta-malas – se aproximam de outros Citroën, sem prejudicar o acesso ao bagageiro.

A carroceria mede 4,43 metros de comprimento, com 1,47 metro de altura e 1,7 m de largura, tendo porte semelhante ao de carros nacionais como Chevrolet Cobalt e Nissan Versa. O entre-eixos de 2,65 m é digno de veículos médios, o que amplia o espaço para os passageiros. Já o porta-malas leva 506 litros, ficando abaixo da maior parte dos futuros concorrentes tupiniquins.

A ser fabricado em Vigo, na Espanha, o C-Elysée contará com sete tonalidades de cor para a carroceria e três opções de motorização. A diesel, a única é a 1.6 HDi de 92 cv, que promete consumo médio de 25 km por litro e emissões de 108 grmaas de CO2 por km. A gasolina, haverá o 1.2 VTi de 72 cv (11,2 kgfm, 20 km/L e 115 g CO2/km) e o 1.6 VTi de 115 cv com opção de caixa automática.

O nível de equipamentos dependerá do mercado, assim como o acabamento de detalhes externos. Mas estão entre as opções – dependendo do local – o controle de estabilidade (ESP), os freios antitravamento (ABS), a direção elétrica e quatro aribags. Além disso, haverá bancos aquecidos, câmera para manobras em marcha-à-ré, sensor na chave para destravamento e partida do motor e aparelho de navegação com tela sensível ao toque.

A versão espanhola está confirmada para chegar ainda este ano a Turquia, Argélia e Europa Central, incluindo o Leste, como Rússia e Ucrânia. O Brasil deve montá-lo a partir de 2013, graças ao compartilhamento da plataforma com o Peugeot 301. Apesar de este ainda não ter sido garantido por aqui, seria bobagem pensar que a PSA perderia a oportunidade de atuar competitividade em um dos segmentos que mais crescem em nosso mercado, ainda mais com dois produtos que ajudariam a chegar a públicos ainda não-atingidos – especialmente no caso da Citroën.

Texto: Matheus Q. Pera

 

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