A Chery apresentou, nesta quinta-feira (28), o QQ (pronuncia-se “quequê”) destinado ao mercado brasileiro. O modelo, que desbanca o Fiat Mille como carro mais barato do país, chega às lojas por R$ 22.990. Seu diferencial está no nível de equipamentos de série, mais alto que o dos principais rivais. A empresa prevê comercializar 12 mil exemplares do hatch neste ano.

Visto no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado, o QQ chama atenção pelo visual jovial, de linhas arredondadas. Apesar do projeto já ser antigo, o compacto não chega a desagradar neste sentido. Alguma soluções podem ser ultrapassadas, mas o aspecto geral é bom. No entanto, o pequeno porte (são 3,55 metros de comprimento) não se impõe no mercado e pode passar a sensação de fragilidade, aliado ao estilo que abusa de curvas. As outras medidas também são compactas: 1,49 m de largura e 2,3 m de entre-eixos, além do 1,48 m de altura.
De série, o compacto traz freios antitravamento (ABS), airbag duplo, acionamento elétrico para vidros, travas e retrovisores e ar-condicionado. A direção tem assistência hidráulica e há até regulagem de altura do farol, item pouco comum entre veículos mais populares. As rodas têm 13 polegadas e são de aço. Não há opcionais. O motor adotado é um 1,1 litro de 68 cv (6.000 rpm) e 9,1 kgfm (4.000 rpm) que consome apenas gasolina. A transmissão é manual, com cinco relações.
Além do preço, a Chery aposta em preços fixos das revisões para conquistar o consumidor brasileiro. A primeira, aos 2,5 mil km, sai por R$ 99. Já a de 10 mil, a de 20 mil e a de 40 mil km custam R$ 149. Com os serviços feitos nas concessionárias da marca chinesa, o veículo tem cobertura de três anos.
O QQ é apenas o primeiro lançamento da Chery no Brasil em 2011. Futuramente, teremos o Tiggo e o Cielo automáticos, hatch e sedã da linha Fulwin2 (com motor 1.5 Flex) e os compactos S18/S18D (1.3).
Texto: Matheus Q.Pera
Edição/Revisão: Bruno Vieira


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