Mesmo que ainda não haja uma posição final da BMW sobre a fábrica brasileira, tudo leva a crer que ela tem grandes chances de acontecer. Isso por conta do posicionamento do presidente da marca no Brasil, que, durante a Rio +20, se revelou determinado a produzir no Brasil, ainda que haja alguns entraves obstaculizando a vinda da alemã para cá.
Segundo o Automotive Business, o presidente afirmou que está otimista em relação às cotas de importação anunciadas para o governo em relação às fabricantes que planejam produzir no país. Dessa forma, a empresa pode trazer outros carros ao país sem pagar os 30 pontos adicionais de IPI. Ele aguarda o anuncio do governo para os próximos dois meses.
Um dos entraves, segundo ele, é que com as novas regras de conteúdo nacional será preciso repensar a cadeia de fornecedores, dado o nível tecnológico dos carros da marca.
Jörg Henning explicou que o avanço da marca no país é crucial para a empresa na estratégia de longo prazo da BMW. Ainda que com a marca tenha enfrentado uma queda recente com as novas regras, nos últimos cinco anos, as vendas avançaram mais de 40% ao ano e, por isso, o nosso mercado é tão relevante. “Não podemos pensar apenas no consumo atual. Precisamos olhar para o futuro e fazer projeções do crescimento da economia do País e da demanda por carros da marca”, explicou Jörg.
O executivo não informou se a fábrica será em Santa Catarina, conforme apontavam os primeiros rumores, mas confirmou a intenção de produzir no Sul do Brasil e afirmou não tomar a decisão por base em incentivos fiscais, que classificou de menor importância.


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