Andy Warhol foi o primeiro a dizer que todo homem teria seus 15 minutos de fama. Com a internet, os blogs e com o que se vê em programas televisivos, essa frase já era bem real para mim. Mas, definitivamente, ganhou uma nova dimensão quando eu sentei no cockpit do Audi R8 (não acho justo chamar de “interior”).
A experiência de guiar o carro, mesmo que num cenário onde pouco pode se extrair do seu desempenho – nas vias da cidade de São Paulo – é superlativa. Te faz entender como aqueles décimos de diferença na aceleração podem representar, na verdade, a diferença entre meninos e homens.
Seus 525cv de potência disponíveis a 8.000 rpm e os 54kgfm de torque podem assustar no primeiro instante que se vê o carro. Esse motor tem configuração muito próxima a do Lamborghini Gallardo, marca que é controlada pela Audi. Mas, em qualquer situação cotidiana, como nas manobras e na condução básica do carro, ele se comporta de forma dócil. Não é preciso ter muita habilidade com carros esportivos para dirigi-lo assim.
Até o momento em que você decide cravar o pé no acelerador. Veja bem, você pode não estar sequer com pressa, mas, a partir do momento que você sente a aceleração brutal do carro pela primeira vez, você não terá outra escolha: você, instintivamente, vai se ver acelerando o carro. Pisar fundo libera não apenas gasolina para os 10 cilindros mas, também, endorfina em teu corpo.
Não é por menos: o R8 Spyder acelera de 0 a 100km/h em pouco mais de 4 segundos, com o auxilio da transmissão R-Tronic, que permite trocas suaves de marcha ou acelerações vigorosas. Há ainda a opção Sport, que torna o carro ainda mais arisco às tocadas no acelerador. Sua velocidade máxima é de 313km/h. O R8 conta ainda com tração integral Quattro, como todo bom esportivo da marca das quatro argolas.
No interior é possível desfrutar do som da dinamarquesa Bang & Olufsen, bancos de couro aquecidos e outras mordomias exclusivas. Os leitores que me perdoem, mas acabei não testando o sistema de áudio. O ronco do V10 já é a melhor sinfonia que pode ser ouvida dentro da cabine.
Ainda que a marca preze pela discrição nas linhas, mesmo em seu superesportivo, é impossível passar despercebido no trânsito com o carro. Em São Paulo, uma cidade já acostumada com carrões, nos deparamos com gente acenando para o R8, pedindo para que acelerássemos e fizéssemos estripulias. Se você não quiser ser simpático todos os dias, recomendo que instale películas no vidro. Caso contrário, você terá que arcar com o ônus da fama sempre que guiar o carro.
Com preços partindo de R$ 696.000,00, o Audi R8 V10 Spyder pode ser considerado tudo, menos um carro barato. Mas rivaliza em pé de igualdade com outros germânicos, como o Porsche 911 e de quebra, te faz pensar se realmente vale à pena pagar o dobro por rivais italianos (como os da própria Lamborghini e Ferrari) de desempenho equivalente e custos de manutenção superiores. Aliás, caso a idéia seja curtir a esportividade do carro, a opção coupê é uma ótima pedida. E ainda te cobra a menos por isso.



A convite da Caraigá / Audi


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