Crise. Eis uma época em que as fabricantes preferem segurar seu dinheiro e deixar de fazer megaoperações para comprar outras marcas em pior situação. Por outro lado, é uma boa hora para quem tem recursos de sobra para realizar grandes aquisições e ficar ainda mais forte após o período de escassez. í‰ por isso que a Volvo, fabricante sueca pertencente í Ford, tem apenas interessadas chinesas. Pelo menos, segundo a revista AutoCar, só elas demonstram vontade em comprar a empresa de luxo que há anos merece uma nova proprietária.
De acordo com a publicação britânica, somente companhias chinesas têm interesse em adquirir a Volvo, sem qualquer marca ocidental se oferecer para adquiri-la. Sabe-se, no entanto, que Renault e Fiat haviam demonstrado interesse em um passado não muito distante.
 A empresa com maiores chances de adquirir a Volvo, entre as grandes chinesas que a disputam, é a Geely, maior fabricante privado do país - sem joint-ventures e afins. A empresa poderia se oficialiar como candidata a partir do mês que vem, segundo as fontes da revista inglesa. A Ford, no entanto, deve levar a negociação por alguns meses por conta de uma exigência: manter a essência da Volvo em fabricar veículos tipicamente suecos e seguros.
Independente de quem adquirir a Volvo, deverá ser uma empresa chinesa. E da China também virá o capital para reerguer a Saab, de propriedade da General Motors, que estaria negociando com cinco grandes fabricantes - sem citar qualquer uma delas.
Ao que tudo indica, o destino das suecas está traçado: deixar de serem controladas por americanos para atederem í s ordens dos chineses. Após as Olimpíadas (em que os EUA foram superados pela primeira vez em anos) e o início das vendas deste ano (em que a China passou í frente do Tio Sam em volume de automóveis comercializados), seria mais um final da mudança do mundo?
Texto: Matheus Q. Pera

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