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quinta-feira, 24 maio, 2007 - 11:17

Toyota quer reconquistar a liderença com Corolla Flex

Motorização e versões reposicionadas são os novos triunfos do modelo

O reinado foi longo. Desde seu lançamento em 2002, a atual geração do Corolla não sofreu abalos sérios em suas vendas, mesmo após a chegada de concorrentes importantes, como o Chevrolet Vectra. Mas tudo mudou no último ano, com o “New” Civic, da Honda. O sedan rival logo ganhou o coração e a simpatia dos consumidores, e com o aumento de sua produção neste ano tomou a liderança, também, nas vendas. Mas a Toyota tem dois grandes trunfos na manga para mudar o jogo.

O primeiro deles é o mostrado esse ano: motor bicombustível 1.8 16v, devidamente preparado para rodar também com o combustível derivado da cana. Como é um motor mundial, o seu desenvolvimento foi realizado em conjunto com a matriz. A potência e o torque, ao contrário do que aconteceu com os rivais, se mantiveram inalterados. O motor rende 136cv de potência e 17,5 kgfm de torque a 4.200 rpm. Potência inalterada, desempenho inalterado. Desempenho e eficiência excelentes para o segmento, ainda que a Toyota não divulgue números. Ainda sim, o motor continua ruidoso e peca por vibrar excessivamente.

No mais continua com o comportamento dinâmico brilhante, ainda que não adote receitas modernas de suspensão. A dianteira é Mcpherson e a traseira é de eixo de torção, tecnicamente inferiores às adotadas no Honda Civic e Ford Focus, que adotam suspensão multilink na traseira.

Apesar do motor ruidoso, o interior é silencioso e bem acabado. A única queixa que se faz é para a posição de dirigir, que merece ser aperfeiçoada. Não acomoda bem motoristas mais altos.

Conforme já havíamos adiantados nas ultimas duas semanas, essa motorização fará com que a versão 1.6 16v fique restrita à deficientes físicos, estratégia igual a adotada pela Honda com a versão LX, que teve de ser abortada pela nova regulamentação, já que não se enquadra nas novas regras.

A versão XLi, além de ganhar o novo motor, ganhou airbag duplo e rodas de liga leve. Ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, CD-Player, dentre outros equipamentos já eram de série no modelo.

A versão XEi ganhou a opção de bancos em couro, e também, finalmente, terceiro encosto de cabeça. É de se espantar o porquê da versão XLi ainda não ter este equipamento, item de segurança acessível e essencial. Em relação ao XLi, o XEi agrega, nos equipamentos de série: freios com ABS e EBD, trava automática das portas acionadas após 20 km/h, travas elétricas com acionamento a distância.

A versão SE-G termina por adicionar em relação ao XEi, já nos equipamentos padrões: ar-condicionado automático e digital, bancos de couro, computador de bordo, painel de instrumentos Optitron, piloto automático, rádio com disqueteira para 6 discos integrada ao painel, retrovisor interno antiofuscamento, sensor automático de chuva, console central com acabamento na cor prata, maçanetas internas, moldura lateral e da tampa do porta-malas cromadas e faróis de neblina.

Os preços começam em R$ 56.565, para a versão XLi 1.8 Flex equipada com câmbio manual. O Automático mais básico parte de R$ 61.101. Já XEi começa em R$ 62.233, na versão manual e parte dos R$ 66.880 na versão automática. O Corola SE-G 1.8 Flex custa R$ 79.676 na opção única com câmbio automático. A perua Fielder custa cerca de 5 mil reais a mais, partindo dos R$ 67.144 na versão XEi Manual e R$ 71.729 na versão automática. A nova versão da perua, SE-G, custa R$ 83.712.

Com versões bem posicionadas, motorização ecologicamente correta e amadurecimento do modelo como um todo, o Corolla tende a manter a boa posição que tem no mercado, considerada excelente num segmento que é ávido por novidades.

O outro trunfo da Toyota, para voltar à liderença é sua nova geração que virá no próximo ano (como linha 2009). O modelo vem sendo desenvolvido em conjunto com a divisão norte-americana da montadora, que sera idêntica. Estima-se que chegue junto em ambos os mercados.

Por Guilherme Lopes

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