Após a General Motors praticamente decretar o fim da Saab, muitas informações chegaram à imprensa. Especulações, rumores ou invenções à parte, são detalhes que podem ter feito extrema diferença na hora da negociação. Periódicos suecos trouxeram todo o tipo de notícias nos últimos dias. Veja quais são as mais pertinentes.
Já se sabe que a Saab pode ressurgir na China, após a compra dos direitos de produção dos antigos 9-3 e 9-5 por parte da BAIC. A companhia oriental utilizaria os veículos para fazer a marca voltar à ativa, ainda que adote outra nomenclatura. Vale lembrar que esta empresa apoiou a Koenigsegg quando todos os detalhes da compra da Saab por esta estavam fechados.
Não se sabe ainda quais os acordos que a General Motors tem com a Saab. Por isso, é improvável que a gigante americana vá liberar o uso da marca e do logotipo da empresa aos chineses. Caso o faça, provavelmente será por uma boa quantia de dinheiro. Considerando-se a proximidade da marca sueca com armamento bélico e aeronáutica, é mais fácil apostar que os chineses plagiarão sua logomarca.
A revista americana Motor Trend aponta que diretores da GM e membros do governo da Suécia estariam reunidos – ou ainda não se reunir… -, neste final de semana, para buscar uma solução. A ocasião foi organizada em caráter urgente, para evitar o fechamento da Saab. O governo já deixou claro que não vai salvar a marca, mas não quer que ela seja fechada. Afinal, isto abre espaço para que a Ford tome a mesma alternativa com a Volvo. A discussão entre os representantes dos dois lados poderia ser, também, para definir o processo de liquidação da Saab. E provavelmente nada será feito para salvar a companhia escandinava sem um novo candidato.
Acusações e desacordo
O grande nome da Koenigsegg neste negócio, Bard Eker, não ficou de fora da polêmica. Ele acusou a GM, à imprensa sueca, de não ter criado uma marca independente. Assim, quando a fabricante de esportivos demonstrou intersse em adquiri-la, encontrou uma companhia completamente atrelada ao restante do conglomerado de Detroit. Cortar estes laços seria custoso e demorado, mas Eker estaria disposto a fazê-lo. A partir daí, ele teria sido retirado das conversações. A GM então se deu conta que a BAIC, parceria da Koengisegg neste caso, tinha mais dinheiro a dar por menos. Por isso, teria decidido fechar a Saab e vender parte de seus direitos.
O jornal sueco Ttela publicou ainda que GM e Spyker estavam com tudo certo para concretizar a negociação. Na última hora, antes da assinatura do contrato, uma ligação de Detroit teria congelado todas as conversas. O chefe da marca holandesa estava em Estocolmo, capital sueca, para firmar o acordo. Já a Saab tinha a negociação certa para anunciar nesta semana, como presente de Natal para os funcionários.
Mesmo assim, nada deu certo. Dizem que a GM estaria temendo pela reputação do grupo russo que estava auxiliando a Spyker na negociação. No entanto, há quem explique que a americana desistiu para pegar o dinheiro chinês e tirar o corpo da jogada.
Resta saber se a Saab vai mesmo acabar. E, se sim, quando será.
Texto: Matheus Q. Pera


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