A Renault apresentou hoje, 02 de junho, a nova geração do Laguna à imprensa. O modelo começará a ser comercializado no final deste ano, já como linha 2008. O público conhecerá o desenho do carro no Salão de Frankfurt, em setembro deste ano. O veículo ficou totalmente diferente da antiga geração, lançada em 2001 e que recebeu alguns retoques nos últimos anos.
O Laguna estará à venda com dois tipos de carroceria: uma de cinco portas, chamada de notchback (um carro com estilo de sedan, mas com tampa do porta-malas que incluiu, como acontece com o C5), e outraperua, chamada de "Laguna Grand Tour" pela marca. O tampo traseiro desta carroceria, muito inclinado, pode dificultar na colocação de algumas cargas.
A Renault divulgou em nota que buscou um interior de acabamento refinado, com materiais de bom gosto e de ótimo aspecto visual e ao toque. Nesta procura, a empresa complementou o painel com detalhes em madeira ou com material de aspecto semelhante a metal. O Laguna ainda oferece algumas praticidades como freio de mão elétrico, partida através de botão e faróis de xenon. Também será o primeiro Renault com repetidores laterais nos retrovisores, o que abre uma porta para o equipamento nos próximos modelos da marca.
Quanto ao design, a polêmica sobre os modelos da Renault continua. Mégane hatch e Scénic lideram a lista das polêmicas, mas Twingo e Clio, em suas antigas gerações (este último continua nesta geração em nosso merado), também eram alvos desta discussão, mas nunca perderam vendas por este motivo. O Laguna segue essa tendência dos Renault, pois os faróis são grandes e a grade está praticamente escondida. As lanternas são finas e horizontais no notchback, o que passa uma certa impressão de elegância. As laterais lembram o atual Mégane e as lanternas da versão perua também remetem às do sedan médio da marca. O interior, porém, está livre das críticas.
Esta geração do Laguna não deve chegar ao Brasil, pois sua importação já havia sido suspensa há algum tempo. Com pouco interesse do mercado, a matriz francesa decidiu cancelar a venda do modelo no país, algo que não deve ser retomado tão cedo.
Texto: Matheus Q. Pera

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