Enquanto a demanda por veículos de menor porte e consumo de combustível comedido cresce nos Estados Unidos, as fabricantes se mexem para deixar de oferecer os grandes e beberrões utilitários-esportivos e picapes e buscar atender aos anseios do público. Com tal panorama, a Daimler AG, que controla a Mercedes-Benz, agora reconsidera importar as próximas gerações das Classes A e B í terra do Tio Sam. A informação vem do vice-presidente de marketing da estrela de três pontas, Stephen Cannon, em entrevista í revista Auto Motor & Sport. Ele revelou, porém, que nenhuma decisão foi tomada ainda.
Anteriormente, o Classe B deveria ser vendido nos EUA, mas os executivos optaram por não exportá-lo í terra do Tio Sam. A baixa cotação do dólar pesou contra o espaço modelo alemão, o que o deixaria muito caro. Além disso, ele poderia ferir a imagem de marca de luxo e exclusividade que a empresa tem naquele país. Agora, porém, com as vendas do Smart Fortwo em alta e o aumento na quantidade de unidades exportadas para os Estados Unidos fez com que a companhia se encorajasse com relação í importação de veículos menores. Como eles ainda têm alto custo de produção, a intenção seria esperar a chegada da próxima geração de ambos. O Classe A, aliás, passaria a ser um legítimo hatch, como BMW Série 1 e Audi A3.
A alta do euro ainda pesa contra a importação dos modelos, pois os encareceria, mas ainda deixaria tais veículos em situação aceitável no mercado norte-americano. O CEO da Mercedes-Benz nos EUA, Ernst Lieb, afirmou que qualquer carro da mara posicionado abaixo do Classe C venderia bem. "Hoje, quando converso com clientes, eu me questiono se eles estão preparados para os carros pequenos", disse. Mas ele sabe que o público jovem, que deverá ser o principal comprador dos dois "compactos", estaria mais aberto a abrir mão de modelos de grande porte.
As próximas gerações das Classes A e B será fabricada sobre uma plataforma mais barata que a atual, compartilhada por ambos, e serão produzidas em uma planta também de baixo custo, localizada na cidade de Kecskemet, na Hungria. A produção de ambos começa em 2011. Espera-se ainda um crossover para completar a família, assim como uma dupla cupê/conversível, para fazer frente í BMW Série 1. Versões movidas a eletricidade devem chegar posteriormente.
Texto: Matheus Q. Pera

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