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sexta-feira, 7 março, 2008 - 22:50

Pesquisa revela que consumidor brasileiro é infiel

Pesquisados indicaram que trocaram de marca de veí­culo na última compra

A  Pro Teste, uma associação de consumidores, pesquisou a confiabilidade dos automóveis com 3.027 deles e 62% revelaram não ser fiel à uma determinada marca ou montadora de veículos: seus automóveis atuais não são da mesma marca que os anteriores. E não é só: quanto ao quesito confiabilidade, as marcas japonesas Honda e Toyota foram as que deram menos problemas de manutenção a seus clientes, sendo consideradas as mais confiáveis por eles.
 
A japonesa Honda teve 89,5% de confiabilidade e a Toyota, 89,4%, com os modelos Honda Civic apresentando 95,0% e o Toyota Corolla 94,2%, e o Honda  Fit com  92,8%. Entre os modelos fabricados a partir de 2002, o Ford Escort, com 48,8%, foi o último colocado  no índice de confiabilidade entre os associados que participaram do levantamento.
 
A associação questionou quais reparos precisaram ser feitos nos carros nos doze meses anteriores ao recebimento do questionário e pontuou esses reparos de acordo com gravidade de cada resposta. Os problemas que põem em risco a vida do consumidor (como nos freios) ou que impedem o carro de andar (como no motor) tiveram o maior peso na construção do índice de confiabilidade dos veículos. Quanto mais próximo de 100, mais confiável é o veículo e menor a probabilidade de o consumidor ter que levar o  carro para a oficina.
 
A conclusão do estudo foi que ter um carro mais caro não significa, necessariamente, se aborrecer menos com as idas às oficinas. Por exemplo, o Ford Fiesta apresentou menos problemas que o Ford EcoSport e ainda é mais barato que o seu companheiro de montadora. O mesmo acontece com os modelos da Volkswagen Fox e Polo.

Enquanto no topo da pesquisa de confiabilidade aparecem as marcas Honda e Toyota, no último lugar, como lanterninha, apareceu a VW.

Quase todos participantes da pesquisa (96%) preferem não pagar por uma garantia extra quando compram seus veículos. Itens de segurança como freios ABS e air bag só foram relatados por 20% dos pesquisados.

Para evitar distorções nos resultados decorrentes da idade dos veículos, visto que, quanto mais antigos, maior a probabilidade de apresentarem problemas causados por desgaste natural das peças, a  associação apresentou o ranking de confiabilidade incluindo apenas os veículos fabricados de 2002 em diante. Nem todos os modelos presentes no mercado tiveram um número de respostas suficiente para que pudessem ser comparados estatisticamente.

Texto: Guilherme Lopes
*com informações da Pro Teste

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