O Opel Agila havia sido flagrado e mostrado aqui, no AutoDiário, há algumas semanas (veja aqui) e mostrado as suas novas formas sob algum disfarce. Hoje, porém, a Opel divulgou informações e imagens do seu pequeno monovolume. A Suzuki, parceira no projeto desde o primeiro Agila, também mostrou seu carro, agora batizado de Splash (antes chama-se Wagon R+ e era comercializado no Japão). Aqui você pode conferir informações dos dois irmãos, agora separados no nascimento.
O Agila é um monovolume de cinco lugares e começará a ser vendido a partir de março de 2008. O modelo mede 3,74 m (ante os 3,53 m da versão atual), 1 cm a mais que o Peugeot 1007 (3,73 m) e pouco menos que um Renault Modus (3,79 m). Para efeitos de comparação, o Renault Clio nacional mede 3,77 m. A nova geração do Agila também mede 1,68 m de largura e 1,58 m de altura.
A Opel ainda divulgou que o novo Agila tem melhor ergonomia e acabamento e que há uma gama maior de cores para o interior e o exterior, em relação ao antigo modelo. A montadora ainda afirmou que há vários porta-objetos espalhados pelo interior do veículo. A versatilidade que o modelo oferece permite um porta-malas com até 1.100l de capacidade, embora a marca não tenha divulgado nenhum valor oficial, sem os bancos rebatidos. O modelo ainda conta com detalhes típicos de monovolumes, como a alavanca de câmbio elevada ao painel, próxima da mão do condutor.
Os intrumentos são básicos: velocímetro, tacômetro (o popular conta-giros), além de um marcador de combustível digital. O volante ainda pode receber comandos de som, enquanto os grandes retrovisores permitem ótima visibilidade traseira. As saídas de ar centrais parecem ser as mesmas utilizadas pela antiga geração do Corsa europeu (atual Corsa nacional). No geral, o interior é agradável, com cores belas e bom acabamento.
Os motores que levam este pequeno monovolume são dois movidos a gasolina: um 1.0 de 65 cv e um 1.2 de 86 cv, ambos de origem Suzuki. Algum tempo após o lançamento, chegará a vez do propulsor a diesel, um 1.3 de 75 cv com filtro de partículas opcional e origem Powertrain, a ser fabricado na planta da Suzuki na India. Todos os motores já estão preparados para atender as novas normas de emissões européias. Todos vêm com uma caixa de câmbio de cinco velocidades acoplada. O motor 1.2 a gasolina tem a opção de uma caixa automática.
O novo Agila foi pensado no consumidor de cidade, como segundo carro de uma família relativamente grande (2 adultos e 3 crianças, para os padrões europeus de hoje). Com isso, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e seis air-bags (frontais, laterais e cortina) estarão disponíveis. Porém, a Opel ainda não divulgou quais serão de série e quais serão opcionais (estima-se que quatro air-bags, no mínimo, estarão em todos os modelos). Pensando também na estabilidade, as menores rodas disponíveis terão 15 polegadas.
Quando falamos de mercado, a situação destes monovolumes compactos não é tão boa. A aceitação de modelos como Mitsubishi Colt, Peugeot 1007 e Renault Modus é aquém da esperada e as vendas são fracas, mesmo para dois modelos que estão listados como os mais seguros do mercado. Por este motivo, a Toyota desistiu de lançar o Yaris Verso no velho continente. Com melhor aceitação entre os monovolumes compcatos e médios é o Meriva, por ter maior porte e gama de motores.
O Opel Agila será produzido na Hungria, na fábrica da Suzuki, junto ao Splash. Lá, a Suzuki também tem outra produção conjunta com outra marca (Fiat) para os modelos Fiat Sedici e Suzuki SX4. O Splash nada mais é que a versão do Agila para a Suzuki, mudando pouca coisa em relação a este. Ambos serão lançados na mesma época e têm as mesmas características mecânicas.

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