Na traseira, com boa proporção do conjunto ótico, há traços de outros recentes lançamentos da marca. A pequena asa traseira (antes fixa e, poucos lembram, adicionada “às pressas” pela Audi após problemas de perda de aderência que ocasionaram alguns acidentes com a versão antiga) agora é dinâmica, como nos Porsche, erguendo-se a 120 km/h. As laterais, lisas no modelo anterior, são agora marcadas por vincos mais pronunciados, que também acentuam a esportividade, conferindo dinamismo ao desenho do carro (é daqueles modelos que têm um certo “movimento”, mesmo quando observados parados).
Arquitetura de interiores é com a Audi: com materiais de primeiríssima e esmero impressionante dos detalhes, o interior é, sem dúvida, belíssimo, mas deixa um pouco a desejar em termos de esportividade: A sensação se assemelha à que se tem frente aos painéis de outros modelos da marca, sedãs familiares inclusive. Por enquanto, as escolhas de motor limitam-se a duas: a “básica” é um 4 cilindros em linha, com 2 litros e turboalimentado, com 200cv de potência, já utilizado no Golf GTI e outros modelos do grupo, acompanhada de caixa manual ou automática de 6 marchas. E há a interessante opção do V6 3.2, acompanhada de tração integral Quattro, com 250cv, semelhante ao que equipa o Golf R32. Essa motorização acompanha câmbio manual ou automático DSG com embreagem multidisco, ambos também com 6 marchas. Por aí, já se tem uma idéia do que esperar em termos de desempenho: A versão V6, com máxima limitada em 250 km/h (“problema” a ser logo resolvido pelas preparadoras de plantão), vai de 0 a 100 km/h em apenas 5,9s (5,7 com caixa automática). Tempo pra Porsche nenhum botar defeito. Ainda não há previsão de preços ou data, mas com o prestígio que a Audi (e o TT em especial) têm no Brasil, certamente ele virá. Aguardaremos ansiosos por sua chegada.
Texto: Gabriel Mello da Silva

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