
As grandes fabricantes de automóveis começam a ver as nações sul-americanas com outros olhos. Não para lançarem, necessarimente seus veículos – embora a Argentina vá receber o Toyota Prius em poucos meses. Os países da região ganham destaque por suas grandes reservas de lítio, componente essencial para por em funcionamento baterias de última geração, utilizadas eu automóveis elétricos e híbridos.
A maioria dos fabricantes (GM, Honda, Renault-Nissan, Toyota, entre outros) já está de olho em países como Chile, Bolívia e Argentina, o que começa a preocupar as autoridades daqueles países. O excesso de procura por lítio pode encarecer o produto e prejudicar o abastecimento destas nações.
O Chile, por exemplo, produz 39,3% do lítio global, estando a China em segundo lugar (13,3%), a Austrália em terceiro (11%), a Rússia em quarto (10,8%) e a Argentina em quinto (9,8%). Porém, ainda sem grandes volumes de exportação, a Bolívia é quem lidera entre as grandes reservas mundiais. O país tem 39,7% do estoque global conhecido, seguido por Chile (22,1%), China (16,2%) e Argentina (14,7%).
A crescente procura pelo material, no entanto, tem aumentado seu preço. Atualmente, quem mais busca este tipo de produto são as fabricantes de baterias de celular e laptops. Em 2004, a cotação média era de 2 mil dólares por tonelada de lítio. No ano passado, o valor registrado foi de 5,5 mil dólares para cada mil kg do material.
Algumas nações já temem a escassez de lítio em alguns anos, embora consultores e analistas afirmem que não há motivo para pânico. Estima-se que em 2015 meio milhão de veículos estejam circulando com baterias movidas pelo mineral, consumindo apenas 10% da produção anual.
O lítio é um dos elementos mais abundantes no planeta, mas as reservas não seriam suficientes para mover todos os automóveis existentes no planeta.

Texto: Matheus Q. Pera

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