
As três fabricantes de luxo alemãs, Audi, BMW e Mercedes-Benz, registraram queda nas vendas em maio, mas apontaram que a recessão só não foi menor devido í boa aceitação de seus modelos recentes, como Q5, Série 7 e Classe E, respectivamente. A situação podia ser pior, mas mercados como o chinês ajudaram, também, a evitar uma diminuição ainda mais significativa. Os EUA, como já se esperava, foram o país que teve maior responsabilidade nesta queda.
As vendas globais da BMW caíram 18,1%, para 90.643 unidades, enquanto a Mercedes-Benz (86.300) registrou queda de 12,1%. Ainda em maio, a Audi teve a menor perda as três: 6,1% (82.800). A marca bávara declarou que a queda foi foi moderada na maioria dos meses passados e que espera se manter na liderança do mercado de alto luxo. Além do já citado Série 7, a empresa credita os bons números ao renovado roadster Z4.
Se incluirmos, no entanto, os números de Mini e Rolls-Royce, que fazem parte do grupo BMW, as vendas caíram um pouco mais (18,3%), com relação a maio do ano passado. As da Mini estão 19,1% menores, mas cresceram 11,8% na Alemanha. Já a Rolls teve 51 unidaes vendidas em todo o mundo. No acumulado do ano, os números do conglomerado germânico são 21,1% menores que os do ano passado. Por marcas, os valores caíram 20,9% para a BMW, 27,6% para a Rolls-Royce e 22,6% para a Mini.
Mercedes-Benz
As vendas da Daimler, englobando Mercedes-Benz e Smart, caíram 12,4%, para 97.300 unidades em maio. Na Alemanha e na China, porém, o grupo germânico obteve surpreendete aumento em seus números. Em sua terra-natal, os valores subiram 11%, para 25.600 unidades, principalmente pelo novo Classe E pelos bons resultados das classes A e B. O primeiro cresceu 54%, enquanto o segundo registrou crescimento de 27%. As vendas da Smart subiram 26%. Na China, a marca alemã obteve aumento de 67,5%, registrando queda na Europa ocidental (6,7% negativos) e nos EUA (-33,4%).
Audi
A Audi informou que está crescendo como marca de luxo mais vendida no lado oriental da Europa, ainda que seus números tenham caído 10,9% em maio. A empresa de Ingolstadt revelou que as vendas melhoraram fora da Alemanha. Prova disso são os valores superiores registrados na íustria (17%), na Bélgica (7,3%), na Itália (7,1%) e na Suíça (7,6%). Sem contar o mercado alemão, a Audi aumentou sua participação no mercado europeu de 3,7% do ano passado para 3,9%.
Nos EUA as vendas da Audi também caíram. A queda foi de 12,1%. Na China, os números subiram 28%, terceiro recorde mensal consecutivo obtido pela marca naquele país. No acumulado do ano, as vendas caíram 12,1%. Os valores também só não foram menores devido í demanda pelos modelos A3, A4 e A5 e pelo novíssimo Q5.
Texto: Matheus Q. Pera

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